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Salários não acompanham inflação e benefícios recuam

DATA: 21/07/2021

Em junho, as negociações de acordos e convenções coletivas entre empregados e patrões completaram um ano sem aumento real nos salários, quando considerada a mediana dos reajustes do período. As informações são do Salariômetro, indicador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Além da perda de salário em termos reais, os trabalhadores também tiveram benefícios reduzidos ao longo do primeiro semestre deste ano, como auxílio alimentação e plano de saúde.

Cinco dos últimos 12 meses não repuseram a inflação do período. Foi o caso de junho, em que a mediana do reajuste negociado ficou em 8,3%, 0,6 ponto percentual abaixo da inflação do período, de 8,9%, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Analisados individualmente, apenas 27,4% das negociações resultaram em ganhos reais para os trabalhadores em junho, percentual abaixo da média dos últimos 12 meses, de 37,2%, segundo a Fipe.

Acordos salariais

Segundo o Salariômetro, caiu pela metade o número de acordos e convenções firmados no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período em 2020. Foram 11.788 contra 23.572.

Esse recuo, segundo a Fipe, se deve à demora no envio dos instrumentos negociados para registro na página Mediador, da Secretaria do Trabalho Federal.

O item mais frequentemente negociado nos acordos e convenções tem sido o abono por tempo de serviço, presente em 25% das negociações. Mas a presença dos benefícios de alimentação caiu no primeiro semestre de 2021, de 21,5% dos acordos para 17,5%, e o seu valor mediano ficou abaixo da variação do INPC. 

Outros benefícios também estão menos frequentes, como auxílio funeral (de 28,3% para 26,8%), seguro de vida (26,7% para 22,9%), plano de saúde (18,9% para 15,5%) e odontológico (12,6% para 11,2%).

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